cover
Tocando Agora:

Chefe do PCC em presídio federal vai ficar em cela de 7 m² com isolamento rígido e quarentena

Chefe do PCC sai de audiência e é enviado ao Presídio Federal O traficante Gerson Palermo, considerado um dos principais chefes do Primeiro Comando da Capita...

Chefe do PCC em presídio federal vai ficar em cela de 7 m² com isolamento rígido e quarentena
Chefe do PCC em presídio federal vai ficar em cela de 7 m² com isolamento rígido e quarentena (Foto: Reprodução)

Chefe do PCC sai de audiência e é enviado ao Presídio Federal O traficante Gerson Palermo, considerado um dos principais chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), está preso na Penitenciária Federal em Campo Grande após ser encontrado na Bolívia e expulso do país vizinho. Palermo estava foragido há seis anos e era considerado um dos traficantes mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública. O presídio onde o traficante está é considerado local de segurança máxima e segue o modelo das penitenciárias federais, onde os cárceres são os mais rigorosos do Brasil. Veja mais abaixo algumas curiosidades. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Ao chegar à unidade, o preso passa pelo Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), etapa inicial de isolamento prevista no sistema prisional federal, conhecida como período de “quarentena”. Nesse período, ele fica isolado por 20 dias para avaliação interna. Em seguida, é transferido para um pavilhão, onde poderá tomar banho de sol por até duas horas diárias, com no máximo 12 presos. O preso também pode receber visitas por até três horas por semana e atendimento de advogados por uma hora semanal. Gerson Palermo saindo de audiência de custódia, no Fórum de Campo Grande. Itamar Silva/TV Morena Padrão dos presídios federais 🧱🧱Cela de concreto: Ao todo, cada cela tem 7m². Além de uma camada grossa de concreto, o espaço é fechado e revestido por uma espécie de aço. Os presos passam de 22 a 23 horas dentro do recinto. Os banhos de sol são mais comuns em outros tipos de presídio. Como é uma cela de penitenciária federal. Reprodução/Polícia Penitenciária Federal A cela é o único local em que o preso fica. No local, banheiro e cama são divididos no mesmo espaço. As celas são únicas, no recinto os presidiários possuem: Cama com colchão; Sanitário; Pia; Chuveiro; Banco. Cela padrão do Presídio Federal de Campo Grande (MS) Reprodução LEIA TAMBÉM Veja antes e agora de Gerson Palermo ao fugir de MS e como chefe do PCC foi preso na Bolívia após 6 anos Gerson Palermo, chefe do PCC solto por desembargador de MS, é preso na Bolívia Chefe do PCC foragido há 6 anos e preso na Bolívia será expulso para o Brasil A ligação entre o chefe do PCC condenado a 126 anos e o desembargador punido pelo CNJ Divoncir Maran: quem é o desembargador punido pelo CNJ que soltou chefe do PCC condenado a 126 anos em 40 minutos Muito diferente de outras unidades prisionais brasileiras, os presídios federais são administrados pelo Ministério da Justiça e não sofrem com superlotação. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), não existe nenhum registro ainda de tentativa de fuga ou rebeliões nas unidades penais federais. O sistema é rígido. De acordo com Senappen, o chuveiro liga em hora determinada, sendo o único horário disponível para o banho do dia. Já a comida chega por uma portinhola. A bandeja é recolhida e, em seguida, vai para inspeção. Tudo que entra e tudo que sai da penitenciária é vistoriado. Até o lixo dos presos é periciado. 🔫👀Vigilância contínua: A segurança nos presídios federais são rigorosas. O nível de monitoramento nas unidades é considerado o mais alto possível. Os policiais penais federais fazem a fiscalização do local armados com fuzil e outras armas de grosso calibre. Vigilância em penitenciárias federais é feita por policiais penais 24 hoas por dia. Reprodução Ao todo, funcionários e possíveis visitas devem passar por quatro níveis de revistas, os presos também passam pelo processo feito pessoalmente. Na prisão não tem televisão, jornais, revistas e muito menos acesso a celular. As únicas leituras permitidas na penitenciária federal são de livros, revistas, apostilas de cursos e conteúdos religiosos. Fora da cela, os presos só andam com as mãos algemadas, seja no percurso da cela até o pátio onde se toma sol. A regra da algema serve também para ir ao parlatório ou ao pátio de visitas, o que ocorre de forma muito esporádica. 🚫👥Visitas restritas: Não ocorre visita íntima nas penitenciárias federais desde 2018, após publicação de portaria do Ministério da Justiça. As poucas visitas são feitas no parlatório, uma espécie de sala, onde o preso fica de um lado e o visitante do outro, conversando por telefone por meio de um grosso vidro. Veja a foto abaixo. Visitas em presídios federais são feitas em parlatório. Reprodução A maioria dos presos de alta periculosidade é encaminhada para presídios distantes do local onde o crime ocorreu ou da região de influência do criminoso. Essa estratégia faz com que as idas de visitantes se torne mais difícil. Para visitar um preso em uma penitenciária federal, o visitante deve passar por um cadastro rigoroso. Se aprovada, no dia da visita, a pessoa passa por uma revista dividia em quatro níveis. ⚠️⚠️Presos de alta periculosidade: No Sistema Penitenciário Federal (SPF), coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senapen), são isoladas as lideranças de facções e os presos de alta periculosidade. Para serem direcionados às penitenciárias federais, os criminosos devem ter desafiado o Estado. O processo de inserção de presos é complexo, já que envolve decisões de dois magistrados, ao menos, mais pareceres do Departamento Penitenciário Nacional. 🔒🔒Penitenciárias federais no Brasil: A Senapen, ligada ao Ministério da Justiça, é responsável pelas 5 penitenciárias do Sistema Penitenciário Federal. Os presídios ficam em: Catanduvas (PR); Campo Grande (MS); Mossoró (RN); Porto Velho (RO); Brasília (DF). Penitenciária Federal em Campo Grande Divulgação/Ministério da Justiça Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: